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CIBERATIVISMO. Petições on-line conseguem atingir mais pessoas do que manifestações de rua | Anderson Leonardo

Uma tarde comum de sábado em São Paulo. Mãe e filha fazem compras em um shopping da capital. Até que uma tragédia acontece.

Ao saírem do local, são atropeladas por um carro em alta velocidade. Este poderia ser um roteiro de filme ou de uma novela, mas é um fato verídico.

Era o dia 17 de setembro de 2011. Miriam Baltresca e sua filha Bruna morreram perto do shopping Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo.

O motorista que as atropelou, Marcos Alexandre Martins, na época com 33 anos, se recusou a fazer o exame do bafômetro. Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas afirmaram que o atropelador estava embriagado.

A saudade e a raiva dos familiares aumentam quando descobrem que esse acidente poderia ser evitado e que Martins sairá impune. Eles se mobilizam para mudar essa realidade e evitar que outras famílias sintam a mesma dor.

Desde a morte de sua mãe e sua irmã, Rafael Baltresca, 33, lançou juntamente com seu tio, Manuel Fernandes, 64, a campanha ‘Não foi acidente’.

Uma petição criada com o objetivo de endurecer a lei para quem bebe e depois dirige, que já conseguiu mais de 900 mil assinaturas.

“Na Europa e nos Estados Unidos, a consciência é de que ‘se estou dirigindo, não vou beber, porque se acontecer alguma coisa, vou para a cadeia’. Aqui no Brasil, não. Acha-se que vai dar um jeito e se livrar”, avalia Manuel Fernandes.

ESTAÇÃO MADRUGADA

A vida nos grandes centros urbanos é cheia de surpresas, principalmente no que diz respeito ao trânsito.

Muitos utilizam o carro, mas uma grande parte da população precisa do transporte público para se locomover.

Se essas pessoas têm alguma emergência após a meia-noite e necessitam do Metrô, precisam arrumar outra maneira de chegar ao destino desejado, pois o serviço para de funcionar depois deste horário.

Ainda com a Lei Seca (que multa motoristas por dirigir embriagados), o transporte público se tornou a alternativa mais procurada por quem sai para se divertir.

Por causa dessas limitações, surgiu uma petição on-line para o funcionamento 24 horas do Metrô.

Idealizador da ‘Metrô 24h’, o estudante de administração pública Rômulo Zillig, 20, diz que a petição “é de cunho popular, e não político” e que ela já atingiu mais de 90 mil pessoas.

Quando tiver 100 mil assinaturas, o documento digital será encaminhado ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

FORA DO PODER

Afrodescendentes são amaldiçoados por Noé. John Lennon morreu porque uma frase sua não agradou o deus cristão. As práticas homossexuais são promíscuas e devem ser abominadas.

Essas são opiniões do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Políticos como ele são alvos fáceis de petições. A campanha ‘Fora Feliciano’, por exemplo, já angariou 500 mil apoiadores.

Enquanto isso, a ‘Fora Renan’, que pede o impeachment do presidente do Senado, já atingiu 1 milhão e 600 mil assinaturas.

O estudante Vinícius Linhares, 20, é um dos participantes da ‘Fora Renan’ e pensa no número de pessoas que podem ser atingidas.

“É muito mais difícil mobilizar essa quantidade de pessoas em uma manifestação de rua do que em uma petição online”.

SEMPRE AO SEU LADO

“Dói a alma ver o grande número de abandono e tortura contra aqueles que não podem se defender e ainda confiam na gente”, desabafa a gerente Renata Oliveira, 31, participante de uma petição que exige uma reforma no código penal para a proteção dos animais e já atingiu 175 mil assinaturas.

Assim como para Renata, ver um bichinho sofrendo machuca muitas pessoas. Por isso, os direitos animais são uma das principais causas defendidas em campanhas na internet.

Essas pessoas tentam ser a voz que os bichos não têm, lutando contra rodeios, o fim das touradas e a utilização de animais em circos.

Renata completa:

“Se não tentarmos, o mundo sempre ficará igual”.

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