Educação à distância auxilia na busca pelo tão querido diploma

O estudante Caio Pelegrine, que escolheu estudar em um curso híbrido | Edson Caldas

O sistema de educação à distância (EaD) é utilizado por milhares de instituições educacionais em todo o mundo, mas ainda causa divergências entre alunos e professores.

Márcia Morazza, 43, é casada, mãe de duas meninas e professora do ensino infantil. Ela estuda pedagogia em um curso 100% on-line, mas não é muito fã do modelo.

Morazza afirma que essa foi a única maneira que encontrou para concluir o ensino superior.

“O tempo é muito corrido, se você não se planejar, não consegue realizar as aulas”, diz ela, que tem dificuldades em entregar as atividades. “Se tivesse tempo, faria o curso presencial.”

Caio Pelegrine, 20, compartilha da opinião de Morazza. Ele optou por um curso híbrido de Jornalismo e diz que, se pudesse escolher entre on-line e presencial, ficaria com o último.

“É muito mais fácil absorver as explicações dos professores em sala. O conteúdo é muito mais explorado pelo aluno”, diz.

Alguns acreditam que o EaD seja mais vantajoso por ser mais barato. Além disso, o aluno pode criar o seu ritmo de estudo, organizando-se e participando de maneira ativa.

A aluna de Tecnologia em Comércio Exterior, Jéssica Penalva, 20, acredita que, com o ensino a distância, aprende mais do que presencialmente.

“Na sala de aula, o professor dá um tema e, mesmo que você não entenda, passa adiante. Você deve acompanhar a turma”, explica. “No ensino à distância, você tem a liberdade de avançar quando estiver pronto, independentemente dos demais alunos.”

Para o coordenador do curso de Marketing à distância da Universidade Anhembi Morumbi, Jeferson Mola, 47, o estudante precisa ter autonomia e organização.

Mas não só isso, ele também precisa se familiarizar com o funcionamento do ambiente virtual de aprendizagem da instituição de que faz parte (AVA).

“Muitas pessoas não têm o controle e a paciência necessários para interagir em um AVA. Elas querem informação, mas não se dispõem a procurá-la”, diz Mola.

“Quando o estudo a distância estiver realmente disseminado, talvez as pessoas aprendam a ser mais autossuficientes.”

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